Instalação O jantar do Poder. 2015 .Grupo ArteJunto .
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Tudo pronto!
Um trabalho de equipe impecável, generoso e competente. Agradecimentos a Dani Terracini, Marília Gruenwaldt, Solange Viana, Daniel Martins, Stella Marini, Cris Marruecos, ao Movimento Transition Towns e tantas outras pessoas que se dedicaram ao sucesso desta empreitada!
segunda-feira, 2 de maio de 2016
A Arte Viva da Performance
Seguindo essas novas orientações da Arte, as obras articulam as intenções do grupo em trazer para as artes
visuais as discussões atuais das coisas do mundo ligadas tanto à Natureza do Poder como ao incontestável Poder
da Natureza.
Nada mais atual.
Entre a instalação, a ocupação de espaço e o happening o
evento “O Jantar do Poder” desafia
classificações habituais
colocando em cena as relações entre a arte e a vida cotidiana.
Rompem-se as barreiras entre arte e não-arte e aproximam-se alguns movimentos artísticos da Modernidade
como o Surrealismo , Dadaísmo, Arte Pop e Arte Conceitual.
O Ventilante. Figura performática. Museu de Arte Contemporânea de Campinas.1997.Projeto Goela de Dragão- Figuras.
domingo, 13 de março de 2016
Deglutir o que?
Deglutição
Ato de engolir; ação automática comandada pelo
tronco cerebral; serve para transportar o alimento na fase inicial da
digestão.
É um processo, ao
mesmo tempo, voluntário e involuntário.
Alimentos colocados
na parte final da faringe são deglutidos involuntariamente. Literalmente, irão “goela
abaixo”.
O que estamos tendo que engolir? Sapos? Insetos? Cacos?
quarta-feira, 2 de março de 2016
Arte-filosofando em breve ensaio
(Ensaio publicado na revista digital Babel Cultural em janeiro de 2016)
“... a vida é, de um lado, anseio de ser e, de outro lado, temor
do nada. Essa é a angústia. Pois o nada
amedronta o homem.”
García Morente.
Em
nossa existência temos apenas uma certeza : a de nossa finitude. E a
inquietação com o sentido da vida nos torna entes peculiares cuja propriedade mais estranha é a de
termos consciência do resto das coisas e de fazermos parte delas .
Seres
humanos, desde cedo apresentamos nossos relatos,
questionamentos, anseios e faltas.
Quando
vivíamos submissos às leis da Natureza e buscávamos abrigo nas cavernas fixamos
nossa necessidade de expressão pintando cenas marcantes nas paredes. Assim
surgiram os mais excitantes e primitivos museus
de Arte da humanidade.
Nossa idéia de SER veio sofrendo enormes e
essenciais transformações no decorrer da História e filósofos e artistas até hoje tentam explicar esse
processo.
Sabe-se
que para enfrentar essa jornada é
preciso ir ao âmago das questões , chegar à essência da alma que para Sócrates era a sede da razão - o
eu-consciente moral, intelectual e sensível fazendo-se distinto de todos os
outros seres da natureza.
A
pergunta essencial que Sócrates tentava responder era: o que é a essência do
homem? Ele respondia dizendo que o homem é a sua alma e que para tomar posse de
si mesmo precisa tornar-se dono de si pelo saber.
Já
Santo Agostinho interpreta essa inquietação humana como sendo a necessidade de
encontro com a figura divina. O homem
que não entra em contato com Deus seria, em sua visão, inacabado, incompleto,
vazio. Em contrapartida, aquele que entra e compartilha do divino torna-se
iluminado, completo, descobrindo a verdadeira felicidade.
Com as
ciências e os anseios de liberdade de Voltaire a Rousseau e a Kant,
surge a ênfase nas idéias de progresso e
perfeição humanas, assim como a defesa do
conhecimento racional como meio para a superação de preconceitos e ideologias
tradicionais. O Iluminismo vem como
uma atitude geral de
pensamento e ação, buscando um mundo
melhor pela introspecção e engajamento
político-social. Nasce o homem moderno.
Seguindo,
encontramos o pessimismo de Schopenhauer dizendo que apenas pela arte e pelo abandono de si, o homem poderia se libertar da dor;
Kierkegaard considerando que tanto
é possível a dor como o prazer, o bem como o mal, o amor como o ódio, no entanto
enfatizando a eterna insatisfação humana onde a relação do homem com Deus seria
talvez a única via para a superação da angústia e do desespero marcada pelo
paradoxo de ter de compreender pela fé o que é incompreensível pela razão.
Husserl,
Heidegger, Sartre, Ortega y Gasset analizam a seu modo como onde e porquê o homem não assume a sua própria cura,
se perde e se aliena já que o ser
autêntico exige o mergulho na angústia do Nada.
Ao ter
seus anseios de liberdade o homem torna-se responsável por tudo quanto fizer e
sem qualquer apoio e sem qualquer auxílio, está condenado a reinventar-se
constantemente.
Aqui trazemos a vida para o agora : a vida humana
é sempre minha, a de cada qual, a de
cada um de nós. É individual, pessoal e consiste no eu que se encontra numa circunstância no mundo, sem ter a certeza
de existir no instante imediatamente posterior e tendo sempre que estar fazendo
algo para garantir essa existência.
A ação
humana supõe então um sujeito responsável, e a vida é, por essência, solidão.
Entender
o vazio existencial numa perspectiva histórico-filosófica nos
permite
ter um panorama geral amplo e abrangente
que abarca diversas linhas de pensamentos dos mais diversos autores e
filósofos.
Compreender
esse apanhado histórico significa tomar posse dos conhecimentos, teorias e
visões que influenciaram e influenciam o que hoje entendemos sobre o tema. E a
Arte nos possibilita, agora, empreender uma jornada de identificação do vazio
existencial no momento atual, observando as implicações no nosso cotidiano, no
sentido de nossa existência e nas nossas vidas como um todo.
"O Nada de Cordélia" Encáustica sobre linho 2015.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Arte para ser mais feliz
A R T E - preenchimento do vazio
“ Um
feitio sem forma, uma sombra sem cor,
Força
paralisada, gesto sem movimento” T.S.Elliot
“O Homem Oco”
Assim como muitos de nós buscamos sentido na existência humana, outros se
esforçam por fugir, culpando guerras,
alterações econômicas, mudanças político/sociais como “pseudo-
explicações” para o angustiante
sentimento de vazio que o homem carrega
em seu íntimo...
...Tornar-se pessoa feliz
é um empreendimento. E a arte é um valioso instrumento para isso. Observar-se
uma obra de Turner, Picasso, Van Gogh ou Ligia Clark leva a um estado de
interrogações múltiplas : Como pode o artista ter essa idéia? Como a
executou? Porque escolheu essas cores?... O mais profundo sentimento de horror,
prazer ou fruição pode ser atingido, trazendo enormes benefícios sensoriais.
Fazer Arte então é
buscar os requintes da auto percepção e da vida. ´É aprofundar a
autoconsciência e a consciência do entorno que levam inexoravelmente à experiência do
próprio “eu”, do “Eu-ativo”, sujeito do que acontece e da própria vida.
Para saber mais :
domingo, 27 de dezembro de 2015
Votos para 2016
Sementes para o florescimento da consciência... conexões para o desvelamento da realidade...
autenticidade do fazer...e a dialética do duplo como prática para as transformações.
Vamos fazer ArteJunto em 2016 ?
www.artejunto.com
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