sexta-feira, 20 de maio de 2016

Tudo pronto!

Um trabalho de equipe impecável, generoso e competente. Agradecimentos a Dani Terracini, Marília Gruenwaldt, Solange Viana, Daniel Martins, Stella Marini, Cris Marruecos, ao Movimento Transition Towns e tantas outras pessoas que se dedicaram ao sucesso desta empreitada!

Instalação O jantar do Poder. 2015 .Grupo ArteJunto .

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Marcamos um encontro?


A Arte Viva da Performance



Trazendo  para a Granja as modalidades da Arte Contemporânea, a Galeria de Arte e Fotografia Solange Viana  apresenta neste Maio de 2016, o trabalho do Grupo ArteJunto cujas integrantes combinam diversas modalidades  de arte  desde a milenar Encáustica até a  Performance,  trazendo  possibilidade de experiências culturais díspares  com a união do discurso visual/poético com a ação provocadora.
Seguindo essas novas orientações  da Arte, as obras articulam as intenções do grupo em  trazer para as artes visuais as discussões atuais das coisas do mundo ligadas tanto à Natureza do Poder  como  ao incontestável   Poder da Natureza.
Nada mais atual.
Entre a instalação, a ocupação de espaço e o  happening  o evento “O Jantar do Poder” desafia  classificações habituais  colocando em cena as relações entre a arte e a vida cotidiana.
Rompem-se as barreiras entre arte e não-arte  e aproximam-se  alguns movimentos artísticos da Modernidade como o Surrealismo , Dadaísmo, Arte Pop e Arte Conceitual.
                O Ventilante. Figura performática. Museu de Arte Contemporânea de Campinas.1997.Projeto Goela de Dragão- Figuras.

domingo, 13 de março de 2016

Deglutir o que?

 Deglutição 

Ato de engolir; ação automática comandada pelo tronco cerebral; serve para transportar o alimento na fase inicial da digestão.

É um processo, ao mesmo tempo, voluntário e involuntário.  
Alimentos colocados na parte final da faringe   são deglutidos  involuntariamente. Literalmente,  irão  “goela abaixo”.


O que estamos tendo que engolir? Sapos? Insetos? Cacos?

quarta-feira, 2 de março de 2016

Arte-filosofando em breve ensaio

  (Ensaio publicado  na revista digital Babel Cultural em janeiro de 2016)

 “... a vida é, de um lado, anseio de ser e, de outro lado, temor do nada. Essa é a angústia. Pois o nada  amedronta o homem.”
García Morente.


Em nossa existência temos apenas uma certeza : a de nossa finitude. E a inquietação com o sentido da vida nos torna entes peculiares cuja  propriedade mais estranha  é a de  termos consciência do resto das coisas e de fazermos parte delas .
Seres humanos,  desde  cedo apresentamos nossos relatos, questionamentos, anseios e faltas.                                               

Quando vivíamos submissos às leis da Natureza e buscávamos abrigo nas cavernas fixamos nossa necessidade de expressão pintando cenas marcantes nas paredes. Assim surgiram os mais excitantes e primitivos museus  de Arte da humanidade.
Nossa  idéia de SER veio sofrendo enormes e essenciais transformações no decorrer da História e filósofos  e artistas até hoje tentam explicar esse processo.
Sabe-se que para enfrentar essa jornada  é preciso ir ao âmago das questões , chegar à essência da alma  que para Sócrates era a sede da razão - o eu-consciente moral, intelectual e sensível fazendo-se distinto de todos os outros seres da natureza.
A pergunta essencial que Sócrates tentava responder era: o que é a essência do homem? Ele respondia dizendo que o homem é a sua alma e que para tomar posse de si mesmo precisa tornar-se dono de si pelo saber.
Já Santo Agostinho interpreta essa inquietação humana como sendo a necessidade de encontro com a  figura divina. O homem que não entra em contato com Deus seria, em sua visão, inacabado, incompleto, vazio. Em contrapartida, aquele que entra e compartilha do divino torna-se iluminado, completo, descobrindo a verdadeira felicidade.
Com as ciências e os anseios de liberdade  de  Voltaire a Rousseau e a  Kant,  surge a ênfase nas idéias de progresso e perfeição  humanas, assim como a defesa do conhecimento racional como meio para a superação de preconceitos e ideologias tradicionais. O Iluminismo vem como  uma atitude geral de pensamento e ação, buscando um  mundo melhor pela  introspecção e engajamento político-social. Nasce o homem moderno.
Seguindo, encontramos o pessimismo de Schopenhauer dizendo que  apenas pela arte e pelo abandono de si, o homem poderia se libertar da dor; Kierkegaard  considerando  que tanto é possível a dor como o prazer, o bem como o mal, o amor como o ódio, no entanto enfatizando a eterna insatisfação humana onde a relação do homem com Deus seria talvez a única via para a superação da angústia e do desespero marcada pelo paradoxo de ter de compreender pela fé o que é incompreensível pela razão.
Husserl, Heidegger, Sartre, Ortega y Gasset analizam a seu modo como onde e porquê o homem não assume a sua própria cura, se perde e se aliena já que  o ser autêntico exige o mergulho na angústia do Nada.


Ao ter seus anseios de liberdade o homem torna-se responsável por tudo quanto fizer e sem qualquer apoio e sem qualquer auxílio, está condenado a reinventar-se constantemente.
Aqui  trazemos a vida para o agora : a vida humana é sempre minha, a de cada qual, a de cada um de nós. É individual, pessoal e consiste no eu que se encontra numa circunstância no mundo, sem ter a certeza de existir no instante imediatamente posterior e tendo sempre que estar fazendo algo para garantir essa existência.
A ação humana supõe então um sujeito responsável, e a vida é, por essência, solidão.
Entender o vazio existencial numa perspectiva histórico-filosófica nos
permite ter um panorama geral  amplo e abrangente que abarca diversas linhas de pensamentos dos mais diversos autores e filósofos.
Compreender esse apanhado histórico significa tomar posse dos conhecimentos, teorias e visões que influenciaram e influenciam o que hoje entendemos sobre o tema. E a Arte nos possibilita, agora, empreender uma jornada de identificação do vazio existencial no momento atual, observando as implicações no nosso cotidiano, no sentido de nossa existência e nas nossas vidas como um todo.

Ilustrações : Pinturas rupestres Serra da Capivara
                    "O Nada de Cordélia" Encáustica sobre linho 2015.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Arte para ser mais feliz

                                                          A R T E  - preenchimento do vazio
“ Um feitio sem forma, uma sombra sem cor,
Força paralisada, gesto sem movimento” T.S.Elliot  “O Homem Oco”


Assim como muitos  de nós buscamos  sentido na existência humana, outros se esforçam por fugir, culpando  guerras, alterações econômicas, mudanças político/sociais como “pseudo- explicações”  para o angustiante sentimento de vazio que  o homem carrega em seu íntimo...

...Tornar-se pessoa feliz é um empreendimento. E a arte é um valioso instrumento para isso. Observar-se uma obra de Turner, Picasso, Van Gogh ou Ligia Clark leva a um estado de interrogações múltiplas  : Como pode o artista ter essa idéia? Como a executou? Porque escolheu essas cores?... O mais profundo sentimento de horror, prazer ou fruição pode ser atingido, trazendo enormes benefícios sensoriais.

Fazer Arte então é buscar os requintes da auto percepção e da vida. ´É aprofundar a autoconsciência e a consciência do entorno  que levam inexoravelmente à experiência do próprio “eu”, do “Eu-ativo”, sujeito do que acontece e da própria vida.

Para saber mais :





domingo, 27 de dezembro de 2015

Votos para 2016



     Sementes para o florescimento da consciência... conexões para o desvelamento da realidade...
            autenticidade do fazer...e a dialética do duplo  como prática para as transformações.
                                                       Vamos fazer ArteJunto em 2016 ?
                                                                    www.artejunto.com