Em poucos dias, neste ano de 2020 estamos vendo o mundo parar.
Mesmo que não seja uma novidade para este plano 3D em que vivemos, este evento nos choca.
Mas haveremos de superá-lo assim como já superamos inúmeras vezes na história da humanidade.
Porém uma reflexão importante se apresenta : onde estará a cura?Talvez na ausência do medo.
"O medo surge da falta de amor. E o único remédio para a falta de amor é o amor perfeito, Amor perfeito é Expiação"... ( Um Curso em Milagres pag 29).
quarta-feira, 20 de maio de 2020
segunda-feira, 16 de setembro de 2019
O poder do nome
Por que nomear as coisas? As pessoas? Os
locais?
Um
nome consegue dar uma identificação e, mais do que isso, consegue enfatizar a dimensão física de uma coisa ou de um ser. Isso
com apenas uma ou mais palavras.
Um
nome, através de sua significação, dá vida
e transforma o objeto em um símbolo dinâmico, pleno de possibilidades
interpretativas.
Mas
há unanimidade quanto a essa questão ?
Iniciamos
nossa reflexão lembrando Platão (428-347 AC) que descreve em seus Diálogos uma
conversa entre Crátilo e Hermógenes. O
primeiro diz que o segundo não deveria se chamar Hermógenes pois essa palavra significa
"filho de Hermes" e para fazer jus a esse nome, ele deveria ser uma
pessoa rica e não estar em dificuldades financeiras, como era o caso do
personagem. Já Hermógenes, no diálogo, responde
que os nomes não têm nenhuma relação com as coisas e são completamente
arbitrários, podendo ser mudados segundo a vontade de cada um. Sua posição é
convencional enquanto Crátilo defende a posição naturalista que considera que a
cada coisa corresponde um nome e que conhecer esse nome significa entender o
que a coisa é.
Essa
discussão que passou por muitos outros filósofos, esconde uma secreta relação
entre as palavras e as coisas: seria a linguagem um mero
veículo de expressão entre objetos e ideias, ou as palavras carregariam
a essência daquilo que representam?
Ideias,
emoções, sentimentos, ações, poderiam ter sua essência representada em
palavras? Não sabemos.
Mas
os objetos sim, podem ser nomeados. Podem expressar através de seus nomes
conceitos e impressões além de permitir a representação da ordem das coisas.
O
nome comunica, representa, sugere, identifica. E, talvez carregue em si o poder
da transmutação.
E,
já que estamos fazendo Arte, podemos ficar com a posição do poeta moçambicano
Mia Couto:
“O que o poeta faz
é mais do que dar nome às coisas.
O que ele faz é
converter as coisas em aparência pura.
O que o poeta faz é
iluminar as coisas.”
Re-flor-estar
Cerâmicas . Arita. Japãp, 2006
terça-feira, 20 de agosto de 2019
Trabalho de Néle Azevedo
Com produção de Stella Marini, em frente ao Teatro Municipal, encontando todos ops que por lá passavam.
Vale ver o video produzido pela CNN.
Parabéns a todos e à Arte Brasileira, que não se abate apesar de tudo!
https://www.youtube.com/watch?v=ATjpjiQBWhw&feature=player_embedded
Vale ver o video produzido pela CNN.
Parabéns a todos e à Arte Brasileira, que não se abate apesar de tudo!
https://www.youtube.com/watch?v=ATjpjiQBWhw&feature=player_embedded
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Um assunto bem atual
O Grotesco e o Sublime... polaridades que exigem reflexão...
Vamos refletir juntos, brincando com a cerâmica?
terça-feira, 6 de agosto de 2019
A simbologia do monstro
são frequentemente encontrados nas manifestações artísticas dos homens.
Eles
podem representar a tomada de
consciência de emoções e sentimentos guardados
no mais íntimo de nossa psique. Estando lá, nos domínios do inconsciente, ainda não os
podemos nomear – nem mesmo conhecer.
no mais íntimo de nossa psique. Estando lá, nos domínios do inconsciente, ainda não os
podemos nomear – nem mesmo conhecer.
Ao encontrar
suas formas, aceitá-los e dar-lhes nomes
reconhecemos sua dimensão psíquica.
E assim, possivelmente, a maneira como lidamos com esses símbolos poderá vir a refletir-se
em nossa vida cotidiana.
E assim, possivelmente, a maneira como lidamos com esses símbolos poderá vir a refletir-se
em nossa vida cotidiana.
Ultimas vagas !
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
Encontro com seus guardiões
Retomando atividades de ceramista me deparo com um desafio : encontrar meus monstros internos, que como guardiões , mantêm minha lucidez e minha vontade de viver. Transformo-a em proposta a quem topar. Local e datas ainda a serem decididos.
Se interessar : heloisareis@globo.com
"Encontre seus
guardiões”
Justificativa
No mundo da
simbologia, os guardiões são seres espirituais que acompanham os seres humanos
e suas atividades. Têm a incumbência de nos
revelar as regras divinas da nossa atividade humana. Com o
desenvolver de nossa consciência reconhecemos que podem ser aspectos de
nossa personalidade, reflexos de conflitos
internos e medos, perfeitamente
possíveis de serem , aceitos , trabalhados e também superados.
Com a
cerâmica podemos construir formas livres, tiradas do inconsciente em gestos
espontâneos e com elas dialogar. Ao
acompanhar o processo de secagem podemos
interferir, burilar, modificar até que
decidamos entregá-la ao fogo para sua transformação final em pedra
ou à água para sua dissolução em barro
novamente.
Proposta
Seis aulas
semanais de 2 horas cada.
1ª aula
. Apresentação do tema com Power Point
Apresentação do material
Exercício prático introdutório.
2ª aula
. Início
dos trabalhos individuais
Modelar o barro hidratado
3ª aula
. Secagem média : esculpir e acrescentar
detalhes.
4ª aula
. Avanço na secagem : Texturar, alisar,
dar acabamentos
5ª aula
. Secagem completa : Lixar. Avaliar
resultados. Decidir: fogo ou água.
6ª aula . Receber
a peças que forem queimadas e decidir esmaltação ou acabamento
final a frio.
Informações : heloisareis@globo.com
sexta-feira, 5 de julho de 2019
Fernando nos fazendo aprender
Neste momento em que Fernando já está no plano etéreo,
certamente reecontrando seus queridos Mestres
a quem sempre foi fiel e devotado,
me vejo diante da leitura de seus relatos dirigidos a todos nós que o amamos tanto.
Em texto sincero, generoso e pleno ele traz um texto-coração. Transborda entre palavras e sentimentos com a pureza de sua
verdade.
São relatos e sensações de episódios de uma vida vivida com
a intensidade de quem acredita - e faz
questão de não esconder de ninguém - na
necessidade de que, enquanto humanos, sintamos sempre ressoar em nós a Fé inabalável nos desígnios divinos.
Fernando simplesmente revela
seu assombro e admiração pelo milagre que é viver. Conta suas experiências, relata
suas aventuras e expressa imensa gratidão
à vida e às pessoas com quem pode interagir, sempre ajudando e sendo ajudado.
A Natureza sempre presente, na intensidade de sua relação com
as emoções frente aos mistérios da vida.
Com Pachamama ele aprendeu – e apreendeu . Espalhou singelos , puros e profundos ensinamentos a quem quis ouvir.
Ele que nunca negou-se a estender a mão ou a dar uma
palavra a quem precisasse, encontrou uma
forma de permanecer vivo entre os humanos transformando este texto em um objeto
útil - um livro.
A Natureza ensina: vivências fantásticas & fatos verídicos.
Fer, meu filho,
obrigada por tudo! Pelos filhos que deixou -
Giovanna e Luigi - pelos amigos
que sempre o cercaram de atenção e carinho e pela oportunidade que proporcionou a mim a seu pai e a seus irmãos
de mostrar como as convicções na
continuidade da vida da alma pode nos trazer a coragem de enfrentar dignamente –
e nos momentos mais difíceis - as barreiras do corpo físico.
Nos encontramos pelo coração diariamente, e um dia nos reabraçaremos.
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